A organização afirma que as atrações anunciadas inicialmente seguem na programação. Racionais MC’s, BaianaSystem e O Grande Encontro, com Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, estão entre os destaques.
Falamansa, Tribo de Jah, Liniker, Francisco, El Hombre e Cordel do Fogo Encantado também fazem parte do lineup. (abaixo, veja a programação).
“Há dois anos, sonhávamos com a celebração das 30 edições, porém o mundo parou, nos pediu resiliência e que não deixássemos de trabalhar construindo este sonho”, diz em nota os organizadores, que após alguns adiamentos tinham como previsão a realização em outubro deste ano.
“Vemos com muito entusiasmo esse momento de vacinação e sentimos que caminhamos a passos largos para quando as autoridades de saúde irão considerar totalmente seguro um festival que recebe pessoas do Brasil todo, para que ele aconteça sem tirar nada que temos direito para esta tão aguardada edição.”
Um hotel fazenda recebe, além de shows, oficinas de arte, teatros e cursos, somando aproximadamente 150 atrações em cinco palcos. Geraldo Azevedo já brincou que o Forró da Lua Cheia é o “Woodstock Brasileiro”, fazendo referência ao festival de 1969 nos EUA.
Os ingressos do 2º lote custam de R$ 420 a R$ 840 e estão disponíveis no site oficial. O acesso ao camping já está incluso no valor da entrada. Segundo a organização, são esperadas 10 mil pessoas por dia no festival.
A organização informa que, por ora, há três opções para quem já adquiriu um tíquete: ir ao evento na nova data, transferir a titularidade do ingresso ou utilizá-lo em uma das próximas três edições do festival.
Para mais informações, é necessário entrar em contato diretamente com o SAC pelo email: sac@festivalforrodaluacheia.com.br.
Em 2019, passaram por lá Planet Hemp, Ney Matogrosso, Elza Soares com Ilú Obá de Min, Chico César, Camisa de Vênus, Djonga, Xenia França, entre outros.
A primeira edição foi em 1983, mas era apenas uma festa junina de amigos.
O evento cresceu e Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Novos Baianos, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho (trio que volta neste ano), Seu Jorge e Nação Zumbi são alguns dos nomes que fazem parte de sua história.
Luísa e os Alquimistas
Falamansa
Tribo de Jah
Diana do Sertão
Cordel do Fogo Encantado
Cao Laru
Liniker e os Caramelows
Mariana Aydar
Bia Ferreira
Racionais MC’s
Francisco, El Hombre
O Grande Encontro (Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo)
BaianaSystem
Ventania
Xaxado Novo
Onde: Hotel Fazenda Vale das Grutas (Altinópolis – SP)
Quando: 16 a 19 de junho de 2022
Ingressos: R$ 420 a R$ 840
Mais informação: festivalforrodaluacheia.com.br
Sugestões, críticas ou dúvidas? Envie para
folha.lineup@gmail.com
A organização afirma que as atrações anunciadas inicialmente seguem na programação. Racionais MC’s, BaianaSystem e O Grande Encontro, com Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, estão entre os destaques.
“Infelizmente vamos ter que esperar um pouco mais para celebrar os nossos 30 anos de história”, diz ao organização. “Sem um plano de vacinação efetivo e a pandemia ainda fora de controle, não é possível garantir a segurança do nosso público, equipe e artistas. O cuidado sempre será a nossa prioridade.”
Falamansa, Tribo de Jah, Liniker, Francisco, El Hombre e Cordel do Fogo Encantado também fazem parte do lineup. (abaixo, veja a programação).
Um hotel fazenda recebe, além de shows, oficinas de arte, teatros e cursos, somando aproximadamente 150 atrações em cinco palcos. Geraldo Azevedo já brincou que o Forró da Lua Cheia é o “Woodstock Brasileiro”, fazendo referência ao festival de 1969 nos EUA.
Os ingressos do 2º lote custam de R$ 180 a R$ 840 e estão disponíveis no site oficial. O acesso ao camping já está incluso no valor da entrada. Segundo a organização, são esperadas 10 mil pessoas por dia no festival.
A organização informa que, por ora, há três opções para quem já adquiriu um tíquete: ir ao evento na nova data, transferir a titularidade do ingresso ou utilizá-lo em uma das próximas três edições do festival.
Para mais informações, é necessário entrar em contato diretamente com o SAC pelo email: sac@festivalforrodaluacheia.com.br.
Em 2019, passaram por lá Planet Hemp, Ney Matogrosso, Elza Soares com Ilú Obá de Min, Chico César, Camisa de Vênus, Djonga, Xenia França, entre outros.
A primeira edição foi em 1983, mas era apenas uma festa junina de amigos.
O evento cresceu e Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Novos Baianos, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho (trio que volta neste ano), Seu Jorge e Nação Zumbi são alguns dos nomes que fazem parte de sua história.
Luísa e os Alquimistas
Falamansa
Tribo de Jah
Diana do Sertão
Cordel do Fogo Encantado
Cao Laru
Liniker e os Caramelows
Mariana Aydar
Bia Ferreira
Racionais MC’s
Francisco, El Hombre
O Grande Encontro (Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo)
BaianaSystem
Ventania
Xaxado Novo
Onde: Hotel Fazenda Vale das Grutas (Altinópolis – SP)
Quando: 9 a 12 de outubro de 2021
Ingressos: R$ 180 a R$ 840
Mais informação: festivalforrodaluacheia.com.br
Sugestões, críticas ou dúvidas? Envie para
folha.lineup@gmail.com
A organização afirma que as atrações anunciadas inicialmente seguem na programação. Racionais MC’s, BaianaSystem e O Grande Encontro, com Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, estão entre os destaques.
Um hotel fazenda recebe, além de shows, oficinas de arte, teatros e cursos, somando aproximadamente 150 atrações em cinco palcos. Geraldo Azevedo já brincou que o Forró da Lua Cheia é o “Woodstock Brasileiro”, fazendo referência ao festival de 1969 nos EUA.
Falamansa, Tribo de Jah, Liniker, Francisco, El Hombre e Cordel do Fogo Encantado também fazem parte do lineup. (abaixo, veja a programação).
Os ingressos do 2º lote custam de R$ 420 a R$ 840 e estão disponíveis no site oficial. O acesso ao camping já está incluso no valor da entrada. Segundo a organização, são esperadas 10 mil pessoas por dia no festival.
A organização informa que, por ora, há três opções para quem já adquiriu um tíquete: ir ao evento na nova data, transferir a titularidade do ingresso ou utilizá-lo em uma das próximas três edições do festival.
Para mais informações, é necessário entrar em contato diretamente com o SAC pelo email: sac@festivalforrodaluacheia.com.br.
Em 2019, passaram por lá Planet Hemp, Ney Matogrosso, Elza Soares com Ilú Obá de Min, Chico César, Camisa de Vênus, Djonga, Xenia França, entre outros.
A primeira edição foi em 1983, mas era apenas uma festa junina de amigos.
O evento cresceu e Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Novos Baianos, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho (trio que volta neste ano), Seu Jorge e Nação Zumbi são alguns dos nomes que fazem parte de sua história.
Luísa e os Alquimistas
Falamansa
Tribo de Jah
Diana do Sertão
Cordel do Fogo Encantado
Cao Laru
Liniker e os Caramelows
Mariana Aydar
Bia Ferreira
Racionais MC’s
Francisco, El Hombre
O Grande Encontro (Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo)
BaianaSystem
Ventania
Xaxado Novo
Onde: Hotel Fazenda Vale das Grutas (Altinópolis – SP)
Quando: 3 a 6 de junho de 2021
Ingressos: R$ 420 a R$ 840
Mais informação: festivalforrodaluacheia.com.br
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folha.lineup@gmail.com
Os ingressos têm preços que variam de R$ 60 e R$ 220 e estão disponíveis no site da Sympla.
O principal grupo de rap do Brasil segue na estrada com a mesma banda que o acompanhou na turnê 3 Décadas.
Com a mesma configuração no palco, Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay já se apresentaram no festival Planeta Brasil, também na capital mineira, e têm na agenda show em São Paulo (27/3, no Espaço das Américas) e no Forró da Lua Cheia (12/6, em Altinópolis – SP).
Com o mote “Viva o agora”, o Breve traz na programação ainda Pitty, Kevin O Chris, Céu com Tropkillaz, ÀTTØØXXÁ, Tuyo, Luiza Lian, Josyara e a dupla Hot e Oreia, que convidam Djonga e Froid ao palco.
O festival tem como proposta de dar espaço à pluralidade e à diversidade de sons e artistas. Mais nomes devem ser divulgados nas próximas semanas.
Festival Breve – Lineup
O Grande Encontro – (Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo) – Show comemorativo aos 20 anos do Grande Encontro
Ney Matogrosso
Orishas
Racionais
Pitty
Kevin O Chris
Céu + Tropkillaz
ÀTTØØXXÁ
Hot & Oreia convida Djonga e Froid
Tuyo
Luiza Lian
Josyara
Lamparina e a Primavera
A Outra Banda da Lua
Clara x Sofia
Masterplano
Mientras Dura
BH Vogue Fever
Quando: 16 de maio
Onde: Esplanada do Mineirão (Belo Horizonte)
Quanto: R$ 60 a R$ 220
Mais informação: Sympla.com.br
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Um hotel fazenda recebe, além de shows, oficinas de arte, teatros e cursos, somando aproximadamente 150 atrações em cinco palcos. Geraldo Azevedo já brincou que o Forró da Lua Cheia é o “Woodstock Brasileiro”, fazendo referência ao festival de 1969 nos EUA.
Para o primeiro dia, por exemplo, Falamansa e Tribo de Jah estão na programação. Na sexta, Racionais, Liniker e Francisco, El Hombre ficam como destaques. No sábado, BaianaSystem e o Grande Encontro fazem shows (abaixo, veja a programação).
As atrações de domingo ainda vão ser definidas e novos nomes devem surgir também nos outros dias de evento.
Os ingressos do 2º lote custam de R$ 180 a R$ 430 e ficam disponíveis no site oficial, a partir das 19h30 desta quinta (27). O acesso ao camping já está incluso no valor da entrada. Segundo a organização, são esperadas 10 mil pessoas por dia no festival.
Em 2019, passaram por lá Planet Hemp, Ney Matogrosso, Elza Soares com Ilú Obá de Min, Chico César, Camisa de Vênus, Djonga, Xenia França, entre outros.
A primeira edição foi em 1983, mas era apenas uma festa junina de amigos.
O evento cresceu e Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Novos Baianos, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho (trio que volta neste ano), Seu Jorge e Nação Zumbi são alguns dos nomes que fazem parte de sua história.
QUINTA (11/6)
Luísa e os Alquimistas
Falamansa
Tribo de Jah
Diana do Sertão
Cordel do Fogo Encantado
SEXTA (12/6)
Cao Laru
Liniker e os Caramelows
Mariana Aydar
Bia Ferreira
Racionais MC’s
Francisco El Hombre
SÁBADO (13/6)
O Grande Encontro (Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo)
BaianaSystem
Ventania
Xaxado Novo
DOMINGO (14/6)
a definir
Onde: Hotel Fazenda Vale das Grutas (Antinópolis – SP)
Quando: 11 a 14 de junho
Ingressos: R$ 180 a R$ 430
Mais informação: festivalforrodaluacheia.com.br
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A apresentação fez parte de mais uma ação do Afropunk no Brasil. Em parceria com o BaianaSystem, a marca de música e entretenimento também está pela primeira vez no tradicional circuito Barra-Ondina.
“Me sinto totalmente identificado com o Afropunk e os nomes envolvidos”, disse Mano Brown ao Lineup antes do evento.
Russo Passapusso e Roberto Barreto, vocalista e guitarrista do BaianaSystem, também estiveram entre os convidados do trio, que ainda contou com os nomes da música local MC Cronista do Morro e Muzenza.
Neste domingo (23), o BaianaSystem volta à folia no comando do trio Navio Pirata, acompanhado por B Negão, Vandal e a cantora Iracema Killiane, do Ilê Ayiê.
“No ano passado estive pela primeira vez no Carnaval de Salvador e senti uma conexão tão forte que não podíamos deixar de estar presentes nesta manifestação tão importante da cultura afrobrasileira”, afirma Matthew Morgan, cofundador do Afropunk.
O festival Afropunk faz sua primeira edição no país em 28 e 29 de novembro deste ano, também na capital baiana. O evento será no novo Centro de Convenções de Salvador. As atrações ainda não foram divulgadas, mas o objetivo é ter dois nomes grandes e estrangeiros como headliners.
Morgan organizou a primeira edição do evento em 2005, em Nova York. O Brasil será o quinto país a receber o Afropunk, que já é realizado, além de Nova York e Atlanta (Estados Unidos), em Paris (França), Londres (Inglaterra), Joanesburgo (África do Sul).
“Minha primeira pergunta antes de começar a vir para o Brasil foi ‘Onde estão todos os negros?’. Me disseram Bahia. Então minha reação foi ‘é para onde estamos indo’”, disse Morgan em entrevista ao Lineup.
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folha.lineup@gmail.com
O vocalista do Racionais MC’s ensaiou nesta sexta (21) na capital baiana e o repertório deve ter oito músicas, entre elas “Diário de um Detento”, “Mil Faces de Um Homem Leal (Marighella)”, “Artigo 157” e “Negro Drama”.
“Me sinto totalmente identificado com o Afropunk e os nomes envolvidos”, diz Mano Brown ao Lineup. “Sendo na Bahia então é mais que especial”, afirma o “fi de baiano”, como se refere a ele mesmo na música “Da Ponte pra Cá”. O artista paulistano é filho de Dona Ana, nascida na Bahia, inspiração de várias letras e que morreu aos 85 anos, em 2016.
Russo Passapusso e Roberto Barreto, vocalista e guitarrista do BaianaSystem, também estão entre os convidados do trio, que ainda conta com os nomes da música local MC Cronista do Morro e Muzenza.
Já no domingo (23), o BaianaSystem volta à folia no comando do trio Navio Pirata, acompanhado por B Negão, Vandal e a cantora Iracema Killiane, do Ilê Ayiê.
Matthew Morgan, cofundador do Afropunk, diz estar ansioso para a primeira ação aberta ao público do festival.
“No ano passado estive pela primeira vez no Carnaval de Salvador e senti uma conexão tão forte que não podíamos deixar de estar presentes nesta manifestação tão importante da cultura afrobrasileira”, afirma.
O festival Afropunk faz sua primeira edição no país em 28 e 29 de novembro deste ano, também na capital baiana. O evento será no novo Centro de Convenções de Salvador. As atrações ainda não foram divulgadas, mas o objetivo é ter dois nomes grandes e estrangeiros como headliners.
Morgan organizou a primeira edição do evento em 2005, em Nova York. O Brasil será o quinto país a receber o Afropunk, que já é realizado, além de Nova York e Atlanta (Estados Unidos), em Paris (França), Londres (Inglaterra), Joanesburgo (África do Sul).
“Minha primeira pergunta antes de começar a vir para o Brasil foi ‘Onde estão todos os negros?’. Me disseram Bahia. Então minha reação foi ‘é para onde estamos indo’”, disse Morgan em entrevista ao Lineup.
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A organização e os artistas relembraram o desastre com a barragem da Vale na cidade mineira e ainda chamaram a atenção para as fortes chuvas que atingiram o estado nos últimos dias e já deixaram pelo menos 45 mortos, segundo a Defesa Civil.
“Foram até onde sabemos tragédias naturais”, afirmou Caetano sobre os temporais. “Mas há um ano houve uma tragédia em Brumadinho e não foi um desastre natural. Que a nossa música sirva de consolo e protesto”, completou o baiano, que subiu ao palco para um show apenas com voz e violão.
A água deu uma trégua durante o festival, que acabou realizado em um dia de sol encoberto —e uma leve garoa durante a noite.
No show do rapper mineiro Djonga foi pedido um minuto de silêncio.
“Vamos refletir sobre as nossas atitudes e como que elas refletem no dia a dia de outras pessoas. Pessoas que inclusive não podem estar aqui hoje. Muitas que perderam as casas, perderam as coisas pela chuva que está acontecendo”, afirmou.
“Nunca vamos deixar de cobrar o poder público, tá ligado? Nunca vamos deixar de cobrar essas pessoas que colocamos lá, independente de quem votamos. Mas nunca vamos deixar de fazer nossa parte, porque não dá para esperar nada de político nenhum”, disse Djonga, levando o público a gritar o tradicional coro em muitos shows pelo Brasil “Ei, Bolsonaro, vai tomar no cu”.
O vocalista do grupo Natiruts, Alexandre, pediu bênçãos às vítimas e aos bombeiros, tido como herois.
O rompimento da barragem da Vale no Córrego do Feijão deixou 270 vítimas —259 identificadas e 11 ainda desaparecidas.
Boa música e festa
A oitava edição do Planeta Brasil, como em outros anos, fez uma mescla de gerações e ritmos —com artistas nacionais e estrangeiros.
Djonga, por exemplo, representa uma nova leva do rap brasileiro. Um show forte e impactante ganha ainda mais fôlego em sua cidade-natal. Em Belo Horizonte ele pinta e borda. Canta, grita, pula e vai para o bate-cabeça no meio da galera, pedindo “Fogo nos racistas”. O trecho está na música “Olho de Tigre”, que versa sobre temas como racismo e machismo. “Quem tem minha cor é ladrão/Quem tem a cor de Eric Clapton é cleptomaníaco”, diz o rapper negro em parte da canção.
Contrastando com a juventude, no mesmo palco Sul, o Racionais MC’s fez o encerramento da noite por ali. Principal nome do gênero no Brasil, o quarteto formado por Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay foi acompanhado pela mesma banda que esteve com eles durante a turnê comemorativa de 30 anos, em 2019.
“O público pediu e a gente seguiu com a banda neste ano. A recepção tem sido boa e a gente vai continuar”, disse Mano Brown ao Lineup após a apresentação, que teve no repertório “Diário de um Detento”, “Negro Drama”, “Jesus Chorou”, “Vida Loka pt. 1” e “Vida Loka pt. 2”.
Sem dar detalhes, Brown diz que neste ano haverá novidades. Mas seu companheiro Edi Rock avança. “Esse ano tem muitas novidades pra quem curte Racionais. Documentário pela na Netflix, DVD e estamos trocando ideia sobre som novo, sim”, conta o rapper.
Caetano Veloso subiu ao palco sozinho com seu violão e um microfone no fim da tarde. Sem grande produção, animou e emocionou o público com sucessos como “Baby”, “Menino do Rio”, “Reconvexo”, “Sozinho” e “A Luz de Tieta”. No pé do palco, Ana, do duo Anavitória (que se apresentou mais cedo), assistiu ao show com lágrimas ao lado de sua parceira, Vitória.
Já o rapper americano Tyga fechou a programação no palco Norte, que ainda teve como atrações o australiano Nick Murphy, o grupo Sticky Fingers e os brasileiros do Natiruts.
Kevin O Chris, Marcelo Falcão (ex-Rappa), Baco Exu do Blues, Melim, Black Alien, Majur, Don Diablo e Jão com Duda Beat também fizeram performances.
E quem aguentou as mais de 12 horas de festa ainda pôde ver o DJ Vintage Culture no gramado do Mineirão.
(Veja trechos de shows pelo mundo)
Os ingressos têm preços que variam de R$ 45 a R$ 300 e ficam disponíveis no site da Tickets For Fun nesta sexta (20), a partir das 16h20.
Formado em 1989, o principal nome do rap nacional passará por oito cidades com a turnê 3 Décadas. Mano Brown, Edi Rock, KL Jay e Ice Blue começaram o giro em Florianópolis, em 20 de julho, e encerram a série na capital paulista em 12 de outubro. Uma passagem por Uberlândia (MG), em agosto, foi cancelada.
É tudo nos moldes da elogiada apresentação que os rappers fizeram no Credicard Hall em novembro de 2018. Há uma banda acompanhando o quarteto com teclados, percussão, bateria, trombone, trompete, baixo e guitarras.
“É uma senhora banda”, diz Edi Rock em entrevista ao Lineup. “É quase uma orquestra, só faltou violino. Esse show tem maestro”, completa.
A discografia do Racionais conta com os álbuns de estúdio “Holocausto Urbano” (1990), “Escolha o Seu Caminho” (1992), “Raio X Brasil” (1993), “Sobrevivendo no Inferno” (1997). “Nada Como um Dia Após o Outro Dia” (2002) e “Cores & Valores” (2014).
No setlist, músicas de todas as fases da carreira: hinos como “Diário de um Detento”, “Homem na Estrada”, Capítulo 4, Versículo 3″, “Jesus Chorou”, “Vida Loka” (parte 1 e 2) e “Negro Drama”. “São atuais, só mudam os números, a problemática é a mesma”, afirma Rock.
Problemas sociais são comumente descritos nas letras do grupo. Temas como violência policial e preconceito racial e de classe, por exemplo. Edi Rock afirma que, pelas músicas de protesto, a banda acabou pagando um preço, mas que o rap acabou derrubando barreiras. “O preconceito sempre vai existir, o ser humano é preconceituoso”, diz.
Em sua visão, o rap superou estereótipos que atualmente são associados a gêneros como o funk. “O rap já passou essa fase do preconceito que o funk vive hoje, que antes era coisa de bandido, de presidiário”, relembra. Porém, o músico também destaca a relação com algumas instituições do Estado. “Polícia é uma coisa problemática. A gente representa perigo para a sociedade e a instituição vê dessa forma. Ela é ensinada desta forma. Preto, pobre, maloqueiro. Tem um estereótipo do perigo.”
Sobre um novo disco, Edi Rock ressalta que, por ora, estão focados na turnê de 30 anos. Em 2014, a banda percorreu o Brasil de maio a novembro em uma turnê comemorativa de 25 anos.
Atualmente, os integrantes do grupo também tocam seus projetos paralelos e participam de eventos individualmente. Por exemplo, Mano Brown esteve recentemente no festival João Rock, em Ribeirão Preto (SP), e foi escalado para o Rock in Rio para se apresentar ao lado da lenda Bootsy Collins.
Já Edi Rock, que lançou em agosto seu álbum “Origens”, também está na programação do festival carioca para tocar com o Titãs.
SALVADOR
Quando: 4 de outubro
Onde: Arena Fonte Nova
Quanto: R$ 50 a R$ 160
Mais informação: eventim.com.br
RECIFE
Quando: 5 de outubro
Onde: Classic Hall
Quanto: R$ 50 a R$ 180
Mais informação: eventim.com.br
SÃO PAULO
Quando: 10, 11 e 12 de outubro
Onde: Credicard Hall
Quanto: R$ 45 a R$ 300
Mais informação: ticketsforfun.com.br
Quando foi chamado para o Sarará a organização pediu que ele pensasse em um nome para convidar. “Eu tinha que convidar alguém e chamei o Mano Brown. Ia convidar quem?”, questiona em tom afirmativo. “Os dois melhores sempre têm que estar juntos. Igual Cristiano Ronaldo e Messi na premiação da Fifa”, diz aos risos ao lado de Mano Brown após o show no camarim.
Gustavo Pereira Marques, nome de batismo do artista de Belo Horizonte, tem 25 anos e é um dos principais nomes da nova geração do rap no Brasil. Entre os três álbuns já lançados, o mais recente é “Ladrão”, de março deste ano.Pedro Paulo Soares Pereira, vulgo Mano Brown, tem 49 e é líder do principal grupo do país, o Racionais MC’s —que, inclusive, está em turnê para comemorar 30 anos de carreira.
O show de Djonga é sempre marcado por mensagens de protesto —contra o governo e racismo, principalmente. “Ei, Bolsonaro, vai tomar no cu” e “Fogo nos racista [sic]” são gritos comuns.
“Nós somos representantes do presente. A gente sabe qual é o nosso passado, representa o presente para ter um futuro lindo”, afirma o jovem da zona leste de Belo Horizonte. Djonga é fã de Brown e diz ter aprendido muito com ele.
O vocalista do Racionais deu o ar da graça na metade da apresentação, quando entoou “Artigo 157” e “Mil Faces de um Homem Leal (Marighella)”. O rapper paulistano disse estar feliz com o convite e. assim como Djonga, falou sobre o momento político e social no país.
“Independentemente do que o Brasil escolheu para si, nós como pessoas, cidadãos podemos escolher nosso rumo”, afirma. “Eles elegeram um cara que a gente não queria, mas vamos ser verdadeiros com eles. Não vamos ser traidores da pátria, furar o barco e afundar junto. A gente é brasileiro não é alemão. Não me tornei alemão porque o Bolsonaro assumiu”, completa uma das principais vozes da periferia.
Durante o show, Djonga ainda abriu espaço para dois jovens índios passarem uma mensagem sobre preservação do meio ambiente, falando sobre os incêndios na Amazônia.
“Se eu tenho esse espaço para dar voz a algumas pessoas, é isso, eles que falem, que expliquem para as pessoas que não sabem”, diz. “O ego do ‘sudestino’ é muito grande, a gente acha que o mundo é aqui. A gente esquece que tem um monte de coisa acontecendo não só no resto do país, mas no mundo.”
O encontro dos dois rappers veio em uma programação que, além de Gilberto Gil, BaianaSystem, Baco Exu do Blues e Silva, contou com uma série de outros encontros no palco: Duda Beat e Pabllo Vittar, Lagum e Iza, Letrux e Marina Lima.
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